Inauguração da fábrica em ItaremaA cidade de Itarema, no Ceará, ganhou nesta quarta-feira (19) a primeira planta de processamento de carapaças de crustáceos do país. O projeto, concebido pelo Parque de Desenvolvimento Tecnológico (PADETEC), tem apoio do Ministério da Pesca e Aquicultura e do Banco do Nordeste. “Essa região do Ceará concentra uma grande produção e beneficiamento de camarões e o descarte da carapaça se constituía num problema inclusive do ponto de vista ecológico. Essa experiência aqui em Itarema é uma oportunidade de testarmos na prática uma nova forma de tratar esses rejeitos gerando renda e empregos e garantindo a preservação do meio ambiente”, disse o ministro Luiz Sérgio, que participou da solenidade de inauguração da nova fábrica.
Visita ao TTP de CamocimOs equipamentos e a tecnologia empregados na unidade foram desenvolvidos no Ceará e transformam a carapaça do camarão em biopolímeros, notadamente a quitina e a quitossana, ambas utilizadas pela indústria de alimentos funcionais. Tendo como base o estágio atual da carcinicultura brasileira estima-se que seja possível produzir até 600 toneladas, o que seria suficiente para atender ao mercado nacional e garantir que o país passe a exportar os produtos.
A unidade-piloto de Itarema tem capacidade para processar até três toneladas de carapaças por dia. Com isso será possível chegar a uma produção inicial de 2 toneladas de quitossana por mês.
Tanque de criação no Centro de pesquisa DNOCSMinistro esteve ainda em Camocim, Acaraú e Pentecostes
O ministro Luiz Sérgio esteve em Camocim onde visitou o Terminal Pesqueiro Público (TPP) da cidade. O local já abastece com gelo os barcos da região e aguarda apenas a instalação de alguns equipamentos para operar com capacidade máxima. Em Acaraú o ministro visitou a fazenda Aquacrusta Marinha Ltda, uma das maiores produtoras de camarão da chamada Costa Negra. A empresa receberá nas próximas semanas o certificado de produção orgânica concedido pelo Governo federal. A agenda do ministro do MPA ao Ceará terminou no Centro de Pesquisa em Aquicultura do DNOCS, na cidade de Pentecostes.
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